Workshop de INI – Inspeção Não Intrusiva

 
  Data:  28-05-20   Tipo:  Webinar   Classificação:  Técnico  


Orientador Técnico:


Ricardo de Oliveira Carneval.




Comitê Técnico:

Membros indicados pela entidade organizadora, representantes de empresas e/ou instituições, com vasto conhecimento técnico que possam contribuir na avaliação dos trabalhos.

  • Antônio Carlos Ribeiro;
  • Francisco Carlos Rodrigues Marques;
  • Jorge dos Santos Pereira Filho;
  • Luis Carlos Greggianin;
  • Ricardo de Oliveira Carneval;
  • Wallace Silva Carmona.



Sobre o Evento:

Como dito por João Conte em sua fala de boas-vindas ao evento, há uma urgente necessidade de adaptação das instituições à nova realidade promovida pela atual crise de saúde pública.

Nesse sentido, o Workshop em Inspeção Não Intrusiva (INI), realizado no dia 28/05/2020, foi um evento marcante na história da ABENDI por ser o primeiro evento em escala nacional conduzido inteiramente de modo remoto e com intensa interação com um público bastante amplo.

O evento, uma das atividades do recém-criado Comitê Técnico de Inspeção Não Intrusiva (CT INI) da ABENDI, teve por motivação servir como ferramenta de reflexão para a formulação e aprofundamento de iniciativas relacionadas ao assunto.

O evento, cujos detalhes são a seguir comentados, contou com um total de seis palestras, seguidas por uma prolífica discussão entre o público e os palestrantes. Além disso, ao longo de todo o evento, foram feitas diversas de perguntas ao público, com as respostas sendo reunidas e sistematizadas em tempo real durante o próprio workshop, bem como colhidas as dúvidas trazidas pelo público. A programação do evento e o currículo dos palestrantes podem ser visualizados em.




Programação Técnica:

Direcionador: Ricardo Carneval / ABENDI

Mini Currículo Aqui!

Assista Aqui!

 


Após as boas-vindas de João Conte, o Workshop em Inspeção Não Intrusiva (INI) da ABENDI se iniciou pela palestra de Ricardo Carneval, que contextualizou o encontro como uma das atividades do recém-criado Comitê Técnico de Inspeção Não Intrusiva (CT INI) da ABENDI, grupo formado com o objetivo central de servir como fórum de discussão e de desenvolvimento integrado de iniciativas relacionadas ao assunto, seja através da elaboração/revisão de padrões, guias técnicos e normas, seja pelo estabelecimento de diretrizes básicas para o treinamento/capacitação de profissionais em INI.

Por fim, e já introduzindo a primeira palestra, Carneval fez um breve histórico da INI aplicada à Integridade de Ativos, situando-a, junto com a Inspeção Baseada e Risco (IBR), no contexto do Gerenciamento de Manutenção, Corrosão e Inspeção e posicionando o Brasil na curva de aprendizado do método.

Download da Apresentação




PALESTRA: HISTÓRICO DA INSPEÇÃO NÃO INTRUSIVA NO BRASIL
FRANCISCO MARQUES / PETROBRAS

 


Francisco Marques iniciou sua fala sobre o histórico da INI no Brasil situando-a como uma metodologia que, baseando-se no histórico de determinado equipamento, em sua criticidade, e no conhecimento prévio dos mecanismos de dano atuantes, entre outros critérios, estabelece de modo rigoroso sua própria aplicabilidade.

Foi então apresentado como a metodologia começou a ser desenvolvida na Europa por grandes empresas do setor de petróleo ainda nos anos 90 e como essas primeiras experiências foram integradas em um projeto multicliente HOIS (?Harwell Offshore Inspection Services?), dando origem a um primeiro documento técnico para a utilização da técnica em 2007. Com base nesse documento pioneiro, também em 2007, surgiu a Prática Recomendada DNV-RP-G103, posteriormente revisada em 2011.

No Brasil, inspeções piloto baseadas no documento DNV começaram a ser desenvolvidas a partir de 2009, porém, como destacado por Francisco, a viabilidade de sua implantação dependia ainda de sua inclusão na Norma Regulamentadora NR-13. Dentre os pontos positivos da metodologia, foram destacados: (i) o aumento de segurança, tanto de modo direto, quanto indiretamente, ao favorecer a redução de mão-de-obra durante as paradas; e (ii) os ganhos financeiros, tanto pela redução do lucro cessante das instalações, quanto pelo uso mais racional dos recursos de inspeção.

Após um breve histórico da Norma Regulamentadora NR-13 e dos diversos atores historicamente envolvidos em sua formulação, Francisco passou a tratar especificamente das quatro premissas que acabaram por possibilitar a inclusão da INI na NR 13 (uma das quais a própria elaboração da norma ABNT NBR 16455, com base no documento DNV, em 2016) e de sua estreita correlação com a certificação dos SPIEs, objeto de palestras subsequentes.

Por fim, Francisco apresentou alguns dos desafios atuais para a consolidação da INI no Brasil e os próximos passos do processo, dentre os quais se destacam a incorporação adicional da Inspeção Baseada em Risco (IBR) na NR-13 e a eventual possibilidade de extensão, promovida pela aplicação da INI, dos prazos máximos de inspeção definidos na norma para vasos das Categorias III, IV e V.




PALESTRA: VISÃO DO CERTIFICADOR DAS ATIVIDADES DE INI DE SPIEs
Roberto Odilon Horta / IBP

Mini Currículo Aqui!

Assista Aqui!

 


Odilon Horta, após uma breve apresentação institucional do IBP e de suas comissões, com destaque para a Comissão de Inspeção de Equipamentos (COMINSP), tratou das atividades específicas da Gerência de Certificação, responsável pela certificação dos SPIEs e, por extensão, da homologação da aplicação da INI em cada SPIE. Em números, Odilon destacou que hoje são 66 SPIEs certificados, com cerca de 240.000 equipamentos controlados e mais de 1.000 auditorias realizadas nos últimos 23 anos, desde a primeira auditoria do projeto piloto.

No que se refere à INI, em particular, Odilon comentou sobre a possibilidade introduzida na revisão de 2017 da NR-13 de postergação dos prazos de inspeção interna de vasos de pressão das Categorias I e II pela aplicação da metodologia, para então destacar pontos históricos adicionais do desenvolvimento normativo da técnica, em complementação à palestra anterior.

Foram então apresentados alguns dos principais aspectos do procedimento IBP P-10, aplicável à homologação das atividades de INI nos SPIEs, necessariamente conduzida em duas fases (a INI propriamente dita e uma inspeção visual interna posterior, usada para validação), abrindo espaço para os casos práticos de aplicação objeto das apresentações subsequentes.

Download da Apresentação




PALESTRA: EXPERIÊNCIA DA BRASKEM NA IMPLEMENTAÇÃO E NA CERTIFICAÇÃO DE INI
Luis Carlos Greggianin & Ricardo Vendrame / BRASKEM

Mini Currículo Luis Carlos Aqui!

Mini Currículo Ricardo Vendrame!

Assista Aqui!

 


Luis Carlos Greggianin começou por apresentar o processo de homologação da INI realizado em 2018 na Regional Sul da BRASKEM. O processo, conduzido em um vaso de pressão Categoria I, envolveu 7 etapas, cada uma delas discutida. Em resumo, o histórico e as condições operacionais do equipamento foram avaliados, o que envolveu a condução de análise através de uma ferramenta de IBR. A partir desses resultados, foram determinados os ensaios que seriam realizados de acordo com os mecanismos de dano potencialmente atuantes, bem como a cobertura desses ensaios, de acordo com o nível de exigência requerido para a inspeção, nos moldes descritos na norma ABNT NBR 16455. Os resultados obtidos pela INI foram então comparados com aqueles levantados por uma IVI posterior, o que permitiu validá-los.

Com a homologação da INI concluída com sucesso, Greggianin passou a discutir como o processo foi ampliado na Regional Sul, passando a envolver um total de 28 equipamentos de Categoria I, com o objetivo de prorrogar a campanha operacional por mais dois anos. Foram destacados os recursos internos e externos envolvidos no processo, caracterizando o projeto como um dos maiores do mundo em INI, bem como as lições apreendidas durante o percurso.

Greggianin foi sucedido por Ricardo Vendrame, que passou a tratar de alguns dos principais ganhos e desafios relacionados à adoção da metodologia na Regional São Paulo da BRASKEM, hoje sendo igualmente aplicada em larga escala.

Em destaque, a afirmação de que, em alguns casos, a INI foi capaz de trazer resultados mais robustos do que os usualmente obtidos pelas inspeções internas tradicionais, além de promover, durante seu planejamento e execução, um conhecimento mais profundo acerca dos equipamentos e dos mecanismos de dano atuantes, levando a gestão de integridade dos equipamentos a um novo patamar.

Download da Apresentação




PALESTRA: EXPERIÊNCIA DA PETROBRAS NA IMPLEMENTAÇÃO E NA CERTIFICAÇÃO DE INI
PASCOAL CÁRIA COELHO / PETROBRAS

 


Dando continuidade aos testemunhos das experiências nacionais com a INI no Brasil, Pascoal Cária Coelho tratou da homologação em 2019 da INI pelo SPIE da Ativo de Processamento do Espírito Santo, uma unidade de tratamento de gás natural da PETROBRAS. Após apresentar o fluxograma do processo de homologação, destacando o caráter multidisciplinar da equipe envolvida, Pascoal passou a detalhar os critérios e os cuidados tomados tanto na seleção do vaso objeto da homologação, quanto no planejamento e na execução da inspeção, bem como os resultados obtidos.




PALESTRA: EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL DO GRUPO MISTRAS NA APLICAÇÃO DE INI
JORGE DOS SANTOS PEREIRA FILHO / MSA

Mini Currículo Aqui!

Assista Aqui!

 


Jorge dos Santos Pereira Filho iniciou sua palestra destacando novamente a atuação do Comitê Técnico de Inspeção Não Intrusiva (CT INI) da ABENDI, enfatizando seu propósito de estímulo à divulgação e ao desenvolvimento da técnica.

A seguir, logo após uma apresentação da Mistras, Jorge tratou especificamente da experiência internacional da empresa na aplicação de INI, em uma abordagem complementar à experiência brasileira. Foi destacado como a INI, de modo conceitualmente mais abrangente do que se observa no Brasil, pode atuar tanto como uma ferramenta de otimização da execução das inspeções tradicionais, quanto como uma ferramenta para o acompanhamento mais detalhado de uma gama maior de equipamentos.

Foram então apresentados alguns dos marcos normativos internacionais que fundamentam essa abordagem, em especial a norma API 510, que versa sobre a inspeção em serviço de vasos de pressão, a norma API 581, referente à Inspeção Baseada em Risco (IBR), e o National Board Inspection Code NB-23, bem como os resultados de um levantamento feito junto a 9 empresas atuantes na área de offshore no Reino Unido sobre suas impressões quanto ao uso de INI.

Considerando a experiência internacional da aplicação da INI e a existência de documentos normativos já consolidados para sua realização, Jorge encerrou sua apresentação clamando por uma aplicação mais ampla da técnica no Brasil, para além dos limites hoje definidos pela legislação nacional. Como sugestões nesse sentido, propôs uma eventual revisão da NBR-16455 e alterações na NR-13 de modo a aumentar o rol de equipamentos e de empresas que poderiam se beneficiar da ampliação dos prazos de inspeção decorrente da realização de INI, incluindo empresas com SPIE não certificado, em situações pontuais e mediante auditorias dos órgãos competentes.

Download da Apresentação




PALESTRA: ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS AVANÇADOS PARA INSPEÇÃO NÃO INTRUSIVA
JÚLIO ENDRESS RAMOS / PETROBRAS

 


Júlio Endress Ramos iniciou sua apresentação discutindo a integração evolutiva das diversas técnicas de inspeção não intrusiva atualmente disponíveis, de resultados isolados para novos conceitos de Condition Monitoring (CM) e Structural Health Monitoring (SHM), ou, em outras palavras, da inspeção não intrusiva para o monitoramento não intrusivo de equipamentos, conduzido de modo contínuo e eventualmente remoto.

Exemplificando a evolução já em curso, Júlio passou a tratar de como problemas industriais recorrentes, (tais como corrosão sob suporte, corrosão sob isolamento, inspeção em alta temperatura etc.) podem ser hoje tratados com as novas tecnologias não intrusivas disponíveis, destacando vantagens e eventuais limitações. Por fim, foram discutidos os desafios, as etapas e as vantagens potenciais da implementação de um sistema SHM nas unidades industriais, com novos exemplos de aplicação.




Participação do Público:

Durante o evento, foram propostas diversas perguntas ao público, cujas respostas foram reunidas e sistematizadas em tempo real através de um aplicativo específico, como ilustrado nos exemplos abaixo.

Os resultados obtidos, um rico painel das impressões do público sobre o tema do evento, podem ser integralmente visualizados no botão do próximo tópico "Discussão".




Discussão:

Após as palestras, foi promovida uma discussão entre o público e os palestrantes, sob a moderação de Wallace Silva Carmona.

Um resumo das perguntas feitas pelo público e das respostas pode ser acessado em:

Download do Arquivo

Novas perguntas podem ser encaminhadas para o Comitê Técnico de Inspeção Não Intrusiva (CT INI) da ABENDI através do e-mail: abendi@abendi.org.br





Sócios Patrocinadores

  •  

  •